O “M” da mão

Por Kaio Cesar Pedroso

É certo que os monumentos, tal como conhecemos, marcam através da arquitetura e da ciência, da arte e da cultura, o ápice das grandes civilizações.

Muitas delas já se foram, seus povos se modificaram, mas os monumentos por elas erigidos ainda estão lá para simbolizar a força, a capacidade, a sensibilidade e a inteligência de um povo, de uma nação, de um tempo, atravessando décadas, centenas e por vezes milhares de anos.

Não podemos nos esquecer no entanto que todo monumento foi, antes de tudo, o projeto de um sonho, tornando-se realidade através das mãos de seu idealizador e do trabalho de muitas pessoas, por vezes anônimas, dotadas de histórias de vida simples, modestas, porém, não menos dignas e honradas que as de quem o idealizou.

Pensando nisso, olhe as palmas de suas mãos e veja que há marcas bem definidas do que seria a letra “M”. Esse “M” de Monumental, aponta que todos nós somos responsáveis pela constante evolução humana, pelo surgimento de grandes criações e pelas realizações humanas, para o bem ou para o mal. Através de nossas mentes imaginamos, idealizamos um mundo que nos cerca e com o qual sonhamos. E através de nossas mãos erigimos os nossos monumentos.

Monumentalizar o passado, é torna-lo digno de ser relembrado e revivido, pois é nele que nossos antepassados idealizaram e construíram o mundo em que vivemos hoje.

Monumentalizar o presente é uma forma de sacralizar a nossa existência e celebrar a vida que pulsa no agora.

Monumentalizar o futuro é direcionar nosso olhar e nossos esforços para a construção de um amanhã melhor, mais digno e mais justo para as presentes futuras e gerações.

Monumental é a travessia e o esforço humano através dos tempos, em todos os cantos de nosso planeta.

Assim, que a marca “M” inscrita em nossas mãos pela Força Divina, sempre nos remeta a importância da busca incessante pelo sublime, pelo melhor, pelo que há de monumental em nossas vidas.

As histórias de todos nós, de nossos contemporâneos, de nossos antepassados, de nossos descendentes estão intimamente ligadas, como fios que tecem a Grande História, nosso maior monumento.

Por certo, a vida é monumental, uma linha imaginária entre o presente, o passado e o futuro.

Kaio Cesar Pedroso é advogado especialista em Direito Civil, Processual Civil, Contratual e Advocacia Extrajudicial. Mestrando em Direito, Justiça e Desenvolvimento.

Artigos assinados correspondem ao pensamento de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião do DJ, que pode deles discordar

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