GWM fará parceria com a Unicamp para célula de combustível com hidrogênio a partir do etanol

Não aleatoriamente o slogan do evento de inauguração da Great Wall Motors (GWM) no Brasil, nesta quinta-feira (27), na fábrica em Iracemápolis, foi “Arte e Futuro”. Junto do anúncio de que a montadora chinesa oferecerá tecnologia tanto com plataformas eletrificadas (híbridos, híbridos plug-in e veículos elétricos), como também plataformas inteligentes de conectividade, Pedro Bentancourt, Chief Relations Officer (CRO) da GWM Brasil, disse que já está em contato com a Unicamp para uma parceria de estudos de uso de etanol como fonte de geração de hidrogênio para veículos com célula de combustível.

Representantes da Unicamp não puderam estar presentes no evento ontem, mas as conversas terão continuidade nos próximos dias. A GWM inicia o funcionamento da fábrica a partir de segunda-feira (31), como o DJ mostrou ontem (leia aqui).

“A GWM é a primeira empresa na China que forma parte da Comissão Internacional do Hidrogênio e tem vários projetos de pesquisa para as diferentes aplicações desse gás como elemento de propulsão. Pretendemos utilizar a unidade no Brasil como base de conhecimento na realização de acordos com Universidades e Centros Tecnológicos Brasileiros visando desenvolver pesquisa que, por exemplo, inclua o uso do etanol como fonte de hidrogênio”, explicou Bentancourt.

Todos os modelos produzidos no Brasil, e que terão primeiro lançamento a partir de 2023, terão recursos de conectividade e sistemas semiautônomos de segurança Nível 2 de série, além de permitir o uso do comando por voz para controlar as funções do veículo, como fechar vidros ou abrir o teto solar. Os veículos da GWM no Brasil também estarão prontos para suportar o recurso de conectividade 5G.

A GWM desenvolveu o primeiro sistema de veículo híbrido do mundo que conta com a tecnologia de atualização Over The Air (OTA), que trará atualizações de software e firmware pelo ar para o carro, não só para o multimídia, mas para todo o sistema do veículo, como módulos dos motores e hardware de direção semiautônoma.

A Unicamp há anos está envolvida em projetos de veículo elétrico movido a célula de hidrogênio. Envolve diversas áreas da universidade, como Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia da Computação, Engenharia de Controle e Automação e da Física.

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