Visita da PM às mulheres vítimas de violência em Limeira ‘abraça’ questões sociais

O programa da Polícia Militar de Limeira que visita mulheres vítimas de violência beneficiadas por medidas protetivas completou um mês na semana passada. O resultado, para o capitão Herlon de Paula, tem sido satisfatório e para a equipe que faz as visitas, composta pelo sargento Alessandro e cabo Adriane, o programa vai além da questão policial e abrange a área social.

Apesar de integrar o pelotão da 1ª Cia., a equipe da Patrulha Maria da Penha que faz as visitas atende mulheres que têm medidas protetivas em toda a cidade, mesmo na área da 5ª Cia.. “Nos dias de expediente, nossa média de visitas é de três mulheres por dia e percebemos um retorno bem positivo das mulheres atendidas. Os encontros não são rápidos, duram até cerca de uma hora, e a presença da PM nas casas delas ajuda a direcioná-las para serviços que às vezes elas desconhecem, ou seja, elas passam a ter acesso a mais informações que irão protegê-las”, contou Alessandro.

As visitas começaram em 18 de outubro, os policiais recebem as informações sobre as mulheres beneficiadas pela Justiça com as medidas protetivas e programam as visitas. Desde o início, os agentes envolvidos colecionam histórias. “Num caso recente, chegamos no imóvel e outra equipe da 5ª Cia. tinha acabado de prender o filho da vítima, que estava proibido de se aproximar dela. Ele invadiu a residência, detido e apresentado à Polícia Civil. Acompanhamos a vítima e fizemos as orientações, uma delas sobre como usar o aplicativo ‘SOS Mulher’, para acionar a PM. Numa outra situação, identificamos que a mulher e os filhos estavam em vulnerabilidade social. Foi feito contato com órgãos da Prefeitura e ela, acompanhado dos filhos, foi abrigada na Casa de Apoio. Em outro caso, ensinamos a vítima a usar o aplicativo de socorro e durante o teste, em cinco minutos, a viatura já estava pronta para atendê-la. Essa é uma forma de o Estado, por meio da PM, estar mais presente no cotidiano dessas mulheres, que muitas vezes ficam traumatizadas e marcadas pela violência que sofreram”, citou o sargento.

Para o capitão Herlon, a expectativa é ampliar o serviço. “Esperamos conseguir ampliar o número de Patrulha Maria da Penha e cada vez mais melhorar a qualidade do serviço prestado pela PM nessa demanda. Dentro do que planejamos, o serviço tem sido muito bem executado pelo sargento Alessandro e pela cabo Adriane, que engrandecem o nome da PM e prestam um serviço de qualidade às vítimas, que têm recebido bem a equipe e se interessam pelas orientações, bem como demonstram muita confiança na patrulha”, descreveu.

Herlon mencionou ainda que o trabalho é desenvolvido em parceria com a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que transmite as informações necessárias para a realização das visitas e monitoramento das vítimas.

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