Venda de morango era “isca” para o golpe da maquininha

A venda de morango em pontos estratégicos de Guarulhos (SP) era, na verdade, “isca” para atrair pessoas que se tornavam vítimas de golpes aplicados com a maquininha de cartão. Por essa situação, quatro réus foram condenados no final de julho pelo crime de associação criminosa.

Morango era a distração

Na denúncia, o Ministério Público (MP) apontou que o bando, após definir o local de atuação, simulavam a venda de morango, abordava as vítimas e, com uma maquininha de cartão preparada para o crime, aplicava os golpes.

O equipamento furtava senhas dos cartões e, com esses dados, o bando realizava diversas transações de crédito e débito em prejuízo das vítimas.

A prisão do bando

A prisão ocorreu em 11 de abril deste ano, quando os acusados fingiam vender morango em frente de um supermercado. Quando os policiais se aproximaram, eles tentaram fugir, mas acabaram presos e denunciados formalmente.

Um dos integrantes do bando confessou o delito: “A venda de morango seria a ‘isca’ para poderem dar o golpe da maquininha, que já estava preparada, para assim que a pessoa digitasse sua senha, ele acionaria para constar a informação de transação não concluída, porém a máquina registrava os dados do cartão, bem como a senha digitada pela vítima”.

As defesas pediram absolvição por falta de provas, mas não convenceram a juíza Mirian Keiko Sanches Macedo, da 1ª Vara Criminal de Guarulhos, que sentenciou o caso no dia 25 de julho.

Julgamento do caso

A magistrada acolheu a denúncia e apontou que, pouco mais de dez dias após serem colocados em liberdade, dois dos réus foram detidos novamente por tentativa de estelionato semelhante, ou seja, fingiam vender morango e utilizaram maquininha adaptada para o crime.

Todos os réus tiveram pena de pouco mais de um ano de reclusão, dois deles no regime semiaberto e os demais no aberto – estes poderão responder em liberdade, os demais, presos.

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Foto: Pixabay

Denis Martins é jornalista, escreve para o Diário de Justiça e integra a equipe do podcast “Entendi Direito”. Formado em jornalismo, atuou em jornal diário. Também prestou serviços de comunicação em assessoria, textos para revistas e produção de conteúdo para redes sociais.

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