A pedido do Ministério Público (MP), a Polícia Civil de Limeira instaurou inquérito policial para apurar irregularidades na documentação apresentada por uma mulher no financiamento de um Toyota Corolla. O caso foi denunciado pelo Santander e a Aymoré, empresa que concedeu o crédito.

Na representação, as instituições informam que uma mulher se identificou com L.L.S para fazer o contrato de aquisição do veículo por intermédio de uma loja de revenda em Limeira.

O estabelecimento recebeu a aferiu a autenticidade dos documentos necessários para a operação. Após a aprovação do crédito e formalização do contrato, o lojista realizou a entrega do veículo ao suposto financiado.

O banco apontou que a concessão do crédito foi realizada com boa-fé e dentro do exercício regular do direito de exploração da atividade empresarial, fundamentada na apresentação de documentos reputados como legítimos. Em seguida, o Departamento de Estadual de Trânsito (Detran) certificou a autenticidade dos documentos e também os considerou legítimos, efetivando a transferência da propriedade do veículo por meio do Certificado de Registro e o Certificado de Licenciamento Anual, em favor de L..

No entanto, o banco descobriu a existência de documentos falsos. “Da mesma forma que o Requerente não detectou a fraude nos documentos apresentados para o negócio, o Estado, através do Departamento Estadual de Trânsito e seus agentes treinados para detectar fraudes, também foi ludibriado, pois não identificaram qualquer problema nos documentos utilizados para transferência do veículo, aceitando-os como verdadeiros. Fato que comprova a boa qualidade da falsificação, capaz de enganar até especialistas com larga experiência”, diz o pedido de investigação.

O inquérito instaurado em outubro pela Polícia Civil vai apurar os crimes falsificação de documento, falsidade ideológica e estelionato.

Foto: Divulgação/TRT-15

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