O Ministério Público (MP) ofereceu, no final da tarde desta terça-feira (02/08), denúncia contra o dono de bar V.T.S., 37 anos, pelo homicídio de Tiago Alessandro Camillo, o Cebola, técnico de refrigeração e conhecido jogador de futebol amador em Limeira. Outras duas pessoas investigadas e presas se livraram da acusação de homicídio, mas ainda podem responder por ocultação de cadáver.

O caso teve grande repercussão quando o corpo de Cebola, de 40 anos, foi encontrado carbonizado dentro de um carro na madrugada de 2 de julho passado, na Av. Dr. Antônio de Luna, no Jd. Aeroporto. A apuração indicou que ele foi morto a tiros. Três pessoas foram investigadas, mas só V., que está foragido, deve responder pelo homicídio, segundo a promotora Débora Bertolini Ferreira Simonetti.

Conforme a denúncia, Cebola e J.L.S.S., de 32 anos, eram colegas desde a infância e sempre se encontravam em bares, o que era desaprovado por V., ex-namorado da mulher. Na sexta-feira 1º de julho, os dois se reuniram com outros amigos em um bar próximo do estabelecimento de propriedade de V., no Ernesto Kühl.

Por volta das 23h, Cebola e J. deixaram o local e pararam em frente à casa da mulher, onde conversavam. Ao lado, fica o bar de V., que viu os dois e os chamou para conversar. Eles entraram e fecharam o portão do estabelecimento. Pessoas chegaram a ir até o bar e bateram na porta, mas a mulher disse que estava tudo bem.

Foi quando V. sacou uma arma e disparou contra Cebola, que morreu na hora. Diante do corpo, V. pediu auxílio a uma terceira pessoa, E.L.F., de 35 anos, para ocultar o corpo, oferecendo-lhe R$ 50. Com ajuda desta pessoa, V. escondeu o corpo no próprio Honda Civic de Cebola, encoberto com um lençol no porta-malas.

Segundo a denúncia, a mulher foi ameaçada por V., buscou seu Fiat Palio e acompanhou o ex-namorado conduzir o carro de Cebola até a Av. Dr. Antônio de Luna. Ali, V. ateou fogo no veículo, que se incendiou e chamou a atenção de moradores.

Na sequência, V. entrou no Pálio. A mulher levou o ex-namorado e E. para suas residências. O dono do bar não foi mais visto. Com as chamas, a Polícia Militar encontrou o Honda Civic e o corpo de Cebola. A Polícia Civil fez a investigação e obteve a prisão temporária dos três envolvidos. A mulher e E., que ajudou no transporte do corpo, foram presos.

Nesta terça-feira, o Ministério Público pediu a revogação da prisão dos dois e a redistribuição dos autos para outra vara criminal. Assim, um outro promotor vai analisar a conduta de J. e E. em relação ao delito de ocultação de cadáver.

Em relação ao dono de bar, a promotora pediu à Justiça que ele seja levado a júri popular pela acusação de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil (em razão de ciúmes com a conversa de Cebola e a ex-namorada) e sem chance de defesa à vítima), além do crime de ocultação de cadáver.

A denúncia será analisada pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Limeira, Rafael da Cruz Gouveia Linardi, que também decidirá sobre a soltura dos outros dois. Ao DJ, a advogada Brenda Lombardi, defensora da mulher, informou que sua cliente também não participou do crime de ocultação de cadáver.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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