O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio da Promotoria da Infância e Juventude de Limeira, instaurou um procedimento para apurar a suspeita de um suposto alojamento irregular de meninas menores de idade mantido por um técnico de voleibol, alvo de investigação por suposta apropriação de recursos públicos destinados a atletas, vinculado a um instituto.
A nova investigação teve origem durante a apuração conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça de Limeira, responsável pela Defesa do Patrimônio Público.
Ao identificar fatos que poderiam envolver a proteção de crianças e adolescentes, a promotora Débora Ferreira Simonetti encaminhou cópia dos autos ao promotor de Alejandro Martins Vargas Gomes, titular da Promotoria da Infância e Juventude.
No despacho, a promotora registrou:
“Encaminho cópia dos autos em epígrafe, para conhecimento e adoção das medidas que entender cabíveis com relação ao alojamento particular de meninas menores de idade mantido pelo técnico de vôlei […] do Instituto […].”
Ao Diário de Justiça, o promotor Alejandro Gomez confirmou que foi instaurado procedimento para averiguar a situação.
Nova frente de investigação
A instauração do procedimento amplia a atuação do Ministério Público sobre o caso. Nesta segunda-feira (13), o Diário de Justiça revelou que a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público instaurou inquérito civil para investigar a denúncia de que atletas beneficiados por ajuda de custo custeada com recursos da Prefeitura de Limeira teriam sido obrigados a devolver R$ 350 dos R$ 500 recebidos mensalmente por meio de transferências via PIX para a conta pessoal do treinador.
Neste inquérito, a promotora também determinou o envio de cópia dos autos à Polícia Civil para instrução de inquérito policial e recomendou à Prefeitura de Limeira a suspensão do contrato com o instituto responsável pelo projeto esportivo e a interrupção dos repasses financeiros à entidade.
Após a divulgação da investigação, a Prefeitura informou que suspendeu o contrato com o instituto e bloqueou os repasses financeiros, afirmando que colaborará com o Ministério Público e que eventuais irregularidades serão tratadas com rigor.
Agora, além da investigação sobre a destinação dos recursos públicos, o Ministério Público passa a apurar, em procedimento próprio, as informações relacionadas ao suposto alojamento de adolescentes.
Todos os envolvidos, assim como o técnico, serão ouvidos para, ao final, diante do conjunto de provas colhidas, os respectivos promotores decidirão sobre os próximos passos, que podem ser mais diligências, acionar eventuais responsáveis na Justiça ou arquivar.
Foto: Diário de Justiça

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