A Justiça revogou medidas protetivas em favor de uma adolescente e que a protegiam do seu próprio avô. A revogação ocorreu após a menor assumir que inventou as acusações com o objetivo de chamar a atenção da família. Como não há mais elementos que indiquem risco à integridade física ou psicológica da adolescente e com a concordância do Ministério Público (MP), o Judiciário retirou as medidas de proteção.
Não correspondem com a realidade
A concessão dos benefícios ocorreu dentro de um processo de produção antecipada de provas criminais, em trâmite na comarca de Cordeirópolis (SP). Inicialmente, a adolescente comunicou toques inapropriados e a acusação recaiu sobre o avô.
Agora, a menor esclareceu que as acusações não correspondem com a realidade. Mencionou que o objetivo foi o de chamar a atenção da família, em razão de sentimentos de ciúmes e exclusão após mudanças no núcleo familiar.
Não foi induzida a confessar mentira
Citou também que não foi induzida a confessar a mentira e que mantém convivência restrita ao ambiente doméstico e escolar, sem proximidade com o avô. Demonstrou interesse em retomar acompanhamento psicológico.
Diante das novas declarações, o Judiciário acolheu o pedido de revogação das medidas protetivas. Foi determinada avaliação médica para verificar a necessidade de psicoterapia. A decisão foi disponibilizada nesta sexta-feira (16) e a ação segue seu trâmite em segredo de Justiça.
Foto: Banco de Imagens/CNJ
O número deste processo não será divulgado em razão do sigilo do caso por envolver menor de idade


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