Justiça determina júri popular a homem que matou esposa a facadas

Em sentença nesta quinta-feira (14/8), a Justiça pronunciou o homem acusado de matar a esposa, Lucilene Gonçalves Machado, de 44 anos, em 30 de setembro de 2024, no Jd. Nova Itália, na cidade de Limeira (SP). Eles eram casados há mais de 30 anos.

O réu será julgado por homicídio com duas qualificadoras: sem chance de defesa à vítima e contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio). A terceira qualificadora apontada pelo Ministério Público (MP) – motivo fútil – foi afastada pelo juiz Fábio Augusto Paci Rocha, da 1ª Vara Criminal.

O que diz a denúncia do MP

O crime ocorreu por volta das 16h50. Um PM passava pela avenida quando viu muitos populares e um homem sobre Lucilene, na calçada. À primeira vista, parecia uma agressão com socos, mas o agente reparou que o homem dava facadas na companheira.

O próprio acusado gritava para que o policial o matasse, porque a mulher estava morta. Outras viaturas chegaram e os policiais imobilizaram o homem, que abandonou a faca.

Foi até o local de trabalho da vítima

Conforme a denúncia, por acreditar que a companheira o traía, ele foi até a esmalteria, onde ela trabalhava e era proprietária, e passou a agredi-la com facadas. A vítima conseguiu correr até a rua, mas os golpes continuaram.

Versão do acusado e da defesa

O réu afirmou à Justiça que foi até o local de trabalho da esposa, mas ela mostrou-lhe conteúdos no celular que o desestabilizaram e tiraram seu juízo. Não consegue se lembrar como os fatos se deram depois. Declarou estar arrependido.

A defesa pediu a desclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte, mas essa decisão caberá, eventualmente, aos jurados.

Indícios suficientes

“Como se denota, à luz do arcabouço probatório constante dos autos, há indícios suficientes de autoria, que recaem sobre a pessoa do denunciado, de modo que deve ser pronunciado”, afirmou o juiz na sentença.

O réu poderá recorrer, mas seguirá na prisão.

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Foto: Diário de Justiça

Rafael Sereno é jornalista, escreve para o Diário de Justiça e integra a equipe do podcast “Entendi Direito”. Formado em jornalismo e direito, atuou em jornal diário e prestou serviços de comunicação em assessoria, textos para revistas e produção de conteúdo para redes sociais.

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