Interligação logística e comercial entre Peru e Amazônia inclui Limeira na Rodovia do Pacífico

A importância de um município em localização estratégica, como Limeira (SP), revela-se em discussões econômicas de âmbito nacional e internacional, como uma reunião que aconteceu nesta quarta-feira (15/5) em Brasília, na Embaixada do Peru no Brasil.

A convite do embaixador do Peru no Brasil, Rómulo Acurio, o superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Bosco Saraiva, participou do encontro que discutiu possibilidades de interligação logística e comercial entre o Peru e a Amazônia, que deverão ser intensificadas a partir da inauguração do porto de Chancay, no litoral peruano, prevista para novembro.

Durante a reunião, ficou definido que ainda neste semestre haverá um encontro na Suframa com os dirigentes do porto de Chancay, a Autarquia e representantes do Polo Industrial de Manaus (PIM). O objetivo é aprofundar as discussões sobre as novas rotas comerciais que beneficiarão ambos os países.

A cidade de Chancay, próxima à capital peruana, Lima, será um ponto estratégico para cargas que viajarão via multimodal até Iquitos, na fronteira com o Brasil. De Iquitos, as mercadorias seguirão pela rodovia Transoceânica, também conhecida no Brasil como Rodovia do Pacífico, que integra as BR-364 (Limeira-SP – Rio Branco-AC) e também a BR-317 (Rio Branco-AC – Cobija, fronteira com o Peru). Dessa confluência, as cargas podem alcançar Porto Velho e, posteriormente, Manaus.

Atualmente, uma carga vinda da China para Manaus leva até 46 dias para chegar, percorrendo o oceano Pacífico, cruzando o canal do Panamá, navegando pelo oceano Atlântico e entrando no Brasil pela hidrovia do rio Amazonas. A nova rota, via Chancay, promete reduzir significativamente esse tempo.

Além disso, a nova via logística beneficiará as exportações de produtos do agronegócio brasileiro, especialmente os produtores de grãos do Centro-Oeste e Roraima, que poderão escoar suas produções por Manaus. Além disso, a previsão é de fortalecimento do comércio intrarregional sul-americano, com a facilitação de intercâmbio de mercadorias entre o Brasil, Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Guiana, Bolívia, entre outros.

Com informações da Suframa
Fotos: Paulo Cardoso/Câmara dos Deputados e Márcio Gallo/Divulgação

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