Um idoso caiu em um golpe e teve sua conta bancária completamente zerada após ser induzido a fazer transferências para criminosos que se passaram por uma amiga da família e por supostos funcionários de instituições financeiras. Depois de perder quase R$ 18 mil em poucos minutos, recebeu uma última ligação: os próprios golpistas revelaram que ele havia sido enganado.

O idoso foi representado pela advogada Kivia Laine da Silva Ribeiro. A história chegou à Justiça e, no último dia 4 de junho, o juiz Marcelo Vieira, do Juizado Especial Cível de Limeira (SP), condenou quatro instituições financeiras — incluindo bancos digitais — a ressarcirem os valores desviados e a indenizarem o autor por danos morais.

Segundo a sentença, o idoso primeiro recebeu uma ligação de uma mulher que se apresentou como conhecida da família, e acabou realizando dois pagamentos via PIX e boleto. No dia seguinte, outro golpista se passou por funcionário de um banco, alegando movimentações suspeitas, e convenceu a vítima a realizar novas transferências. Após os valores serem retirados, ele foi surpreendido com a “confissão” dos golpistas: “Somente após ficar sem saldo, os golpistas ‘informaram’ que se tratava de golpe”, descreveu o juiz.

Para o magistrado, as instituições falharam na segurança e na verificação de contas utilizadas para crimes. “Os requeridos não agiram com cuidado, ficou evidente que as instituições destinatárias concorreram para o êxito do golpe. Isto porque não foram cautelosas e propiciaram a abertura de contas por terceiros que utilizaram o sistema para aplicar o engodo”, afirmou.

Na defesa, os bancos alegaram culpa exclusiva da vítima e dos terceiros envolvidos. No entanto, o juiz destacou que as transações destoavam completamente do padrão de movimentações do idoso e que os bancos deveriam ter agido para evitar o prejuízo.
Além do ressarcimento total dos valores transferidos, as instituições foram condenadas ao pagamento de R$ 2 mil cada, a título de indenização por danos morais.

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Foto: Freepik

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