
A articulação entre órgãos de investigação e forças táticas da Polícia Militar foi reforçada na última semana durante uma reunião entre representante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público, e o Comando de Policiamento do Interior – 9 (CPI-9), responsável por mais de 50 municípios da região de Limeira e Piracicaba (SP).
O encontro, que contou com a presença do promotor de Justiça, Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, integrante do GAECO, e do comandante do CPI-9, Coronel Sabino, teve como principal objetivo alinhar estratégias conjuntas no enfrentamento ao crime organizado, especialmente em casos que exigem integração entre inteligência investigativa e atuação operacional.
O encontro fortalece um modelo de atuação considerado essencial no combate a crimes de maior complexidade: de um lado, o GAECO conduz investigações sobre organizações criminosas; de outro, o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) executa operações táticas, como cumprimento de mandados de prisão e busca, com suporte especializado e maior poder de resposta.
Na região, esse trabalho é realizado pelo 10º BAEP, sediado em Piracicaba e subordinado ao CPI-9, que atua em apoio aos batalhões territoriais, inclusive em Limeira. A unidade é acionada principalmente em ocorrências de alto risco, operações contra facções criminosas e ações que exigem preparo técnico diferenciado.
A integração entre investigação e ação é considerada fundamental diante da evolução das práticas criminosas. Entre os alvos das operações conjuntas estão, por exemplo, esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao tráfico de drogas, organizações estruturadas como o PCC e até a fabricação ilegal de armas com uso de tecnologias como impressoras 3D.
Além de ampliar a efetividade das operações, o alinhamento entre os órgãos permite maior agilidade no cumprimento de decisões judiciais e no desmantelamento de estruturas criminosas que atuam de forma regionalizada. Para a população, explica o promotor, o impacto desse tipo de cooperação se traduz em respostas mais rápidas e ações mais precisas no enfrentamento ao crime organizado, especialmente em situações que ultrapassam a capacidade de atuação do policiamento convencional.
A reunião também reforça o papel da integração entre instituições como um dos principais caminhos para fortalecer a segurança pública em um cenário, resume Bevilacqua, em que o crime se torna cada vez mais articulado e tecnológico.
Foto: Divulgação


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