“Enxergamos como preocupante de fato essa tentativa de cooptação de agente público, mas temos que enxergar pelo lado positivo. Essa situação foi rapidamente identificada, foi uma resposta dura, uma resposta rápida, uma resposta com ação integrada entre as polícias, o Ministério Público e o Ministério Público do Pará, a delegada presa, o faccionado preso, a reação das forças de segurança do Estado de São Paulo é extremamente rápida”, disse o promotor de Justiça Carlos Gaya em entrevista coletiva concedida nesta manhã para detalhar a Operação Serpens.
O MPSP, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo e o GAECO do Estado do Pará deram cumprimento a mandados de prisão e de busca e apreensão. Uma delegada que tomou posse no dia 19 de dezembro foi presa na manhã desta sexta (16/1).
Segundo apurado, ela mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção criminosa. “Ela teria se amasiado com um indivíduo faccionado que estava em livramento condicional e de maneira irregular e ilícita, ele teria vindo até São Paulo, acompanhá-la e ambos residiam no Estado”, explicou o promotor, que ainda confirmou que o casal estava em negociação de uma padaria na zona leste para servir de lavagem de dinheiro.
Não há elemento de vício ou fraude no concurso e tampouco há indícios de que a facção tenha financiado a formação da advogada a fim de que ela viesse a ser delegada.
Fonte: MPSP
Foto: Divulgação MPSP


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