A realização de vasectomias (esterilização) na rede pública de Limeira aumentou em 32% neste ano, no período de janeiro a agosto. Os dados constam em resposta de requerimento da Secretaria Municipal de Saúde à vereadora Lu Bogo (PL), que questionou sobre a aplicação na cidade da legislação sobre o planejamento familiar. A parlamentar também obteve dados sobre laqueadura.
Foram dois requerimentos encaminhados pela vereadora à Prefeitura, um sobre a vasectomia e outro sobre a laqueadura. Nos dois, as justificativas são parecidas: relatos de munícipes que encontraram dificuldades em realizar os procedimentos.
Na resposta, a Saúde informou que neste ano, entre janeiro e agosto, foram realizadas 225 vasectomias. O volume é 32% maior em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a pasta registrou 170 procedimentos. Nos 12 meses de 2022 foram 259 vasectomias e, em 2021, apenas 20.
Quando do envio dos dados à vereadora, no mês passado, a Prefeitura comunicou que havia 44 pessoas na fila de espera e explicou como é o procedimento: “O munícipe busca a unidade de saúde mais próxima de sua residência de forma espontânea, ou seja, sem necessidade de encaminhamento. A partir desse momento, inicia-se o processo de preparação para a vasectomia. O prazo médio, desde a primeira consulta até a execução do procedimento, é de aproximadamente um ano”, detalhou Vitor Santos, secretário de Saúde.
LAQUEADURA TUBÁRIA
Quanto à laqueadura tubária, o volume no mesmo período foi menor, ou seja, entre janeiro e agosto deste ano foram 69 procedimentos, três a mais em comparação com o mesmo período do ano passado – nos 12 meses de 2022 foram 91 laqueaduras tubárias, contra 11 em 2021.
Quanto à fila de espera, no mês passado havia 31 pacientes aguardando.
A Saúde também enviou à vereadora os fluxogramas de atendimento às pessoas que buscam os procedimentos de esterilização, que envolve atendimento com psicólogos, médicos, assinaturas de documentos até a realização do procedimento na Humanitária.
Foto: Pixabay

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