Entenda a polêmica que envolve o prefeito de Limeira em reportagem da CNN

19 de novembro, 19h30 – A emissora de televisão CNN Brasil divulga reportagem que revela uma investigação da Polícia Federal centrada em eventuais crimes financeiros cometidos por lideranças políticas que tentam formar a Aliança pelo Brasil, sigla criada por apoiadores do presidente Bolsonaro.

  • A reportagem cita diversos figurões da política brasileira, como áudios do publicitário do partido, Sérgio Lima, e Luis Felipe Belmonte, vice-presidente do Aliança.

Mas o que o prefeito de Limeira, Mario Botion, tem a ver com este caso de esfera nacional?

  • A investigação diz que Lima teria enviado um áudio a Belmonte em 2019, solicitando que Petecão ligasse para o prefeito de Limeira para resolver uma questão envolvendo um pedido de suborno.
  • Petecão é Sérgio Petecão, senador do PSD reeleito em 2018 pelo Acre. O PSD é o partido em que o prefeito de Limeira, Mario Botion, está filiado e pelo qual concorre a reeleição.
  • Lima, então, explicou que Petecão poderia ajudar a Edison Guilhermon Cortez Filho. Segundo o depoimento, Edison disse que o prefeito de Limeira pediu suborno para liberar uma obra de propriedade dele e pediu ajuda para que Petecão, do mesmo partido, impedisse.
  • A PF questionou sobre o desfecho e o depoimento de Lima diz que uma outra pessoa, Luis Felipe, disse que não conseguiu ajudar a resolver o fato solicitado.

A reportagem não esclarece a relação deste “pedido de ajuda” em um dos áudios com a investigação envolvendo o novo partido do presidente Bolsonaro.

20 de novembro, 10h – Em coletiva à imprensa realizada pelos secretários Matias Razzo (Urbanismo) e Daniel de Campos (Assuntos Jurídicos) foi explanado sobre obras que causam impacto e que, por lei, as empresas precisam oferecer contrapartida, como recomposição ambiental ou obras públicas que beneficiem a coletividade.

Mas qual a relação deste assunto com uma acusação grave feita contra o prefeito e quem é Edison Cortez?

  • Edison Cortez é genro do dono da área da antiga Lival, no anel viário. Geraldo Zanelo já é falecido e a área agora pertence a filha, como herança, e está em processo de inventário.
  • A Prefeitura informou que Edison deu entrada, em 2018, em processo administrativo para melhorias no local e torná-lo um empreendimento. Já no início do procedimento, Edison é informado da mitigação necessária, “contrapartida exigida por lei a todos que realizam obras que causem impacto ambiental ou urbanístico. É a empresa que faz a recomposição, a contrapartida, e depois comprova nos autos”, explicaram os secretários, que citaram a construção do Sesc, Cidadela União e melhorias na Guilherme Dibbern como exemplos que também exigiram mitigação das empresas.
  • Também informaram que toda contrapartida legal exigida das empresas precisa de projeto, passa por análises, como do Complan, e depois pela Câmara. “Isso não é suborno. Suborno é o que acontece por fora. Contrapartida está na lei e tudo documentado”, disse Campos.
  • Secretários também disseram que tudo se passa pelas secretarias, e que o prefeito Mario Botion não teve contato com o empresário. A Prefeitura afirma que não houve contato para que o prefeito se manifestasse sobre o assunto, e tudo acontece às vésperas da eleição.
  • A Prefeitura diz que em nenhum momento foi procurada pela Polícia ou outros órgãos sobre o assunto. Agora, informa que tomará ciência oficialmente para tomar as providências necessárias.
  • Imagem: Reprodução/Vídeo CNN

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