J.A.T. foi condenado nesta semana por uma tentativa de furto ocorrida em 27 de abril deste ano, no Jardim Rossi, em Limeira. O crime apenas não se consumou porque, quando se escondeu no forro da casa, ele tossiu e seu esconderijo foi descoberto.
O alvo do réu foi um celular avaliado em R$ 1,7 mil. O dono do celular descreveu que a casa em questão pertence à sua mãe, mas estava vazia para locação. Ele passou lá rapidamente, esqueceu o celular sobre a pia da cozinha e foi embora.
Pouco tempo depois, quando retornou à casa para pegar o telefone, percebeu que ele não estava mais no local, mas ouviu que alguém estava tossindo no forro da residência. Foi então que acionou a Polícia Militar e os agentes detiveram o réu com o celular escondido na blusa.
J. foi denunciado e se tornou réu por tentativa de furto. Em juízo, declarou que é usuário de entorpecentes, estava desempregado na época e entrou na casa porque procurava local para repousar. Confirmou que encontrou o celular, mas negou que iria furtá-lo. Foi para o forro acuado e com medo de ser agredido. “Não houve qualquer furto de celular, não tinha qualquer aparelho em seu poder. Só queria descansar no local e não sabe a razão de ter sido preso”, consta na defesa.
A ação penal tramitou na 2ª vara Criminal de Limeira e foi julgada pelo juiz auxiliar Ricardo Truite Alves. Para o magistrado, a versão do réu não convence. “De todo o conjunto probatório carreado aos autos, é certo que a autoria do delito de furto deve ser atribuída ao acusado, posto que a prova produzida sob o crivo do contraditório é suficiente o bastante para a superação da presunção constitucional de inocência, até mesmo porque o réu foi preso em flagrante na posse da res furtiva logo após o delito patrimonial, apesar da versão atenuada por ele oferecida quando interrogado”, decidiu.
J. foi condenado à pena de um ano e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado, sem o direito de recorrer em liberdade porque é multirreincidente em crimes patrimoniais e portador de maus antecedentes. Cabe recurso.
Foto: Pixabay
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