Em sentença assinada na quarta-feira (3/7), uma clínica de fertilização “in vitro” foi condenada a indenizar uma paciente que realizava tratamento no local. Já em casa, ela sentiu dores e, para sua surpresa, acabou por expelir um preservativo que foi “esquecido” dentro de seu organismo.
O caso tramitou na Vara do Juizado Especial Cível de Cotia, na Grande São Paulo. À Justiça, ela narrou que, dias depois de realizar um procedimento onde foi utilizado um preservativo, ela passou a sentir dores, apresentou quadro de febre e sangramento, momento em que expeliu o material, no banheiro de casa.
Ao analisar o caso, a juíza Lissandra Reis Ceccon entendeu que há provas suficientes para a condenação. “A verossimilhança nas alegações da autora reside, ainda, no fato de que o corpo estranho foi encontrado em meio a tratamento de fertilização prestado pela demandada, em que são realizados exames de ultrassonografia com introdução de preservativo no canal vaginal, conforme admitido pela própria demandada”, diz a sentença.
Em juízo, médicos funcionários da clínica, localizada em São Paulo, confirmaram que diversos tipos de exames são realizados com o uso de preservativos, contudo, nem todos ficam presos ao instrumento.
Mesmo que os especialistas tenham afirmado que era ínfima a possibilidade do preservativo se soltar e ser esquecido no canal vaginal, em razão da alta realização desses exames, a versão da paciente se torna factível, para a magistrada.
A juíza fixou a indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil. Cabe recurso contra a decisão.
Foto: Daniel Cubas/Pixabay
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