por Farid Zaine
@farid.cultura
É fácil lembrar-se de cinebiografias baseadas na vida de artistas da música, tanto os mais recentes quanto os mais antigos. Quanto aos mais recentes, vale destacar o grande sucesso de “Bohemian Rhapsody”, sobre a vida do líder do Queen, Freddie Mercury, um dos maiores ícones do rock de todos os tempos. O filme é excelente, e deu a Rami Malek o Oscar de Melhor Ator por sua performance como o grande roqueiro, compositor, cantor, arranjador.
Muito talentoso também, o jovem Austin Butler encarou a tarefa de viver nas telas o rei do rock, Elvis Presley, no filme de Baz Luhrmann, o longa “Elvis”, sendo indicado ao Oscar. Viola Davis está soberba em “A Voz Suprema do Blues”, contracenando com Chadwik Boseman na biografia de Ma Rainey, considerada a “mãe do blues”. E o que dizer da assombrosa interpretação de Marion Cotillard como Edith Piaf, em “Piaf – Um Hino ao Amor”? Esse trabalho garantiu o Oscar de Melhor atriz para ela, merecidamente.
Neste ano de 2024, Bradley Cooper fez seu trabalho de maior fôlego, recriando com perfeição a imagem e os gestos conhecidos de Leonard Bernstein no longa “Maestro”. Billie Holiday, uma das maiores divas, de vida extremamente sofrida, ganhou de Andra Day uma interpretação extraordinária no filme “Estados Unidos vs Billie Holiday”, um recorte da vida da cantora, às voltas com drogas, discriminação racial e sua coragem em enfrentar o sistema, cantando a proibida “Strange Fruit”.
Outra que deu seu rosto, seu talento musical e sua alma para recriar Billie Holiday foi Diana Ross, no belo drama “Lady Sings de Blues” (O Ocaso de Uma estrela, de 1972). A música erudita também tem seus momentos de glória no cinema, com o exemplo do deslumbrante “Amadeus”, o vitorioso longa de Milos Forman, premiado com 8 Oscars, incluindo os de melhor filme e melhor diretor. A lista, portanto, é bem longa e só aumenta.
Em maio de 2024, chegou aos cinemas a biografia de Amy Winehouse, morta precocemente aos 27 anos em 2011, através do longa “Back to Black”, de Sam Taylor –Johnson, sobre o período em que a cantora gravou o álbum homônimo, vencedor de 5 Grammys. Winewhouse é interpretada com grande categoria por Marisa Abela. A diretora Sam Taylor-Johnson é a mesma do sucesso “50 Tons de Cinza”. “Back to Black” tem recebido críticas negativas desde o seu lançamento.
Na verdade, o longa é segurado o tempo todo por Marisa Abela, mas há outros aspectos positivos, embora seja muito melhor conhecer Amy Winehouse através do documentário vencedor do Oscar em 2016, “Amy”, dirigido por Asif Kapadia. “Back to Black” tem o mérito de recolocar no mundo a obra dessa grande intérprete do jazz, possuidora de um registro vocal único, eternizado no sucesso “Rehab”.
Amy Winehouse, que tentou se tratar do alcoolismo, tendo ficado sóbria por algum tempo, acabou morrendo por intoxicação causada por excesso de álcool. Juntou-se ao que ficou chamado “Clube dos 27”, referência a Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison, entre outros, todos mortos também com 27 anos.
Dentre tantas cinebiografias de estrelas da música, a mais aguardada é “Michael”, sobre a vida do “Rei do Pop”, Michael Jackson, no longa de Antoine Fuqua que deve ser lançado em 2025, com o sobrinho do cantor, Jaafar Jackson, interpretando o tio, um dos mais famosos e talentosos músicos de todos os tempos.
Back to Black (2024) – longa de Sam Taylor-Johnson sobre a vida de Amy Winehouse – em cartaz nos cinemas.
Cotação: *** BOM
Foto: Reprodução
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