A Associação Médica Brasileira (AMB) emitiu um alerta urgente sobre os riscos à saúde causados pela contaminação de bebidas alcoólicas com metanol, substância altamente tóxica e potencialmente letal.
O comunicado foi divulgado nesta sexta-feira (3/10), após o aumento de casos de intoxicação severa registrados em diversos estados brasileiros.
O metanol é um tipo de álcool utilizado industrialmente, proibido para consumo humano. Sua ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode provocar efeitos graves e fatais.
“Estamos lidando com uma ameaça real à vida. O consumo de bebidas adulteradas com metanol pode causar desde náuseas e dores de cabeça intensas até cegueira irreversível, falência múltipla de órgãos e morte. O perigo é invisível. O risco, fatal”, alerta o Dr. José Eduardo Dolci, Diretor Científico da AMB.
A intoxicação por metanol pode se manifestar entre 12 e 24 horas após a ingestão. Os principais sintomas incluem:
- Náuseas, vômitos e dores abdominais
- Visão turva, fotofobia ou perda completa da visão
- Confusão mental, sonolência e coma
- Insuficiência respiratória
- Em casos graves, pode levar à morte em poucas horas sem atendimento médico adequado
O metanol é convertido no organismo em substâncias altamente tóxicas, como formaldeído e ácido fórmico, que afetam o sistema nervoso central e os nervos ópticos.
AMB reforça a importância de:
- Evitar bebidas sem procedência clara, rótulo, lacre ou registro nos órgãos reguladores
- Adquirir bebidas alcoólicas apenas em pontos de venda confiáveis
- Procurar atendimento médico imediato em caso de suspeita de ingestão contaminada
- Denunciar às autoridades locais suspeitas de comércio ou produção ilegal de bebidas.
A Associação Médica Brasileira exige:
- Intensificação da fiscalização sanitária e criminal
- Responsabilização civil e penal dos envolvidos na produção e distribuição de bebidas adulteradas
- Campanhas educativas para informar a população sobre os riscos do consumo de bebidas ilegais
“Vidas estão sendo perdidas por crimes que poderiam ser evitados. Falta fiscalização. Falta informação clara para a população. Isso é inaceitável”, conclui o diretor da entidade.
A AMB permanece à disposição das autoridades e da sociedade para colaborar na prevenção e combate a este grave problema de saúde pública.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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